A ressureição de Jesus é um dos temas mais controversos da história religiosa do ocidente. Se a fé católica se apóia firmemente sobre a vitória de Jesus sobre a morte, não são poucos os que seguem negando com veemência a veracidade de tal acontecimento, enquanto os gnósticos enfatizam a ressurreição mística de Cristo, preferindo aproveitar o papel simbólico deste evento à mera aceitação do retorno de Jesus à vida.
Um dos elementos que sustentam esta controvérsia é o Sudário de Turim, mais conhecido como Santo Sudário, um tecido de linho no qual aparece uma imagem de um homem alto, com marcas de ferimentos semelhantes àquelas que a crucificação teria deixado no corpo de Jesus, segundo os relatos bíblicos.
O debate em torno do Santo Sudário ganhou novos contornos com a publicação do livro The Sign: The Shroud of Turin and the Secret of the Resurrection, do historiador Thomas de Wesselow, onde o autor afirma que o Sudário de Turim foi realmente o pano usado no enterro de Jesus e, mais que isso, foi o responsável por fazer os Apóstolos acreditarem que ele realmente tinha ressuscitado dos mortos.
No ano de 1988, três diferentes laboratórios, um em Zurich, outro em Oxford e outro ainda no Arizona, realizaram a datação do sudário por radiocarbono, e os resultados dos três experimentos concordaram que o tecido data da época compreendida entre 1260 e 1390. No entanto, de Wesselow insiste que os exames tinham falhas profundas, o que manteria a hipótese de o sudário ter sido realmente a mortalha de Jesus.
Na esteira desta conclusão surpreendente, de Wesselow vai mais além e dá novos contornos à controvérsia da ressurreição de Jesus, afirmando que não foi encontro com Jesus ressuscitado que fez os apóstolos acreditam que seu mestre voltou à vida, mas sim a visão do Sudário após a crucificação. Em outras palavras, de Wesselow sugere que os discípulos de Jesus confundiram sua imagem impressa no Sudário com seu corpo real.
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